segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Novo projeto sendo gestado

Queridos leitores,

Já faz algum tempo que não trabalho por aqui, não é mesmo? Acreditem, eu tive boas razões para me desconectar e a principal delas foi a realização de um grande sonho: O meu doutoramento. E estive escrevendo livros, fazendo pesquisas fora do país, lecionando na universidade, me especializando em outras áreas... Agora, já beirando a minha defesa, eu gostaria de compartilhar com vocês que o meu novo blog está sendo preparado e terá muito conteúdo para ajudar-lhes nesse maravilhoso desafio de ser mãe e, também, de ser pai. É um espaço voltado para a saúde materno-infantil, aleitamento materno e práticas antroposóficas, com o objetivo de empoderar famílias nos cuidados perinatais e primeira infância.
Não vai demorar muito e eu volto aqui para apresentar-lhes o link desse trabalho.

Espero que gostem!

Um beijo carinhoso

Grasielly Mariano

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Uma Declaração Universal de Direitos para o Bebê Prematuro – Edição Comentada

Lançada em 2009 durante as comemorações brasileiras dos 30 anos do Método Mãe Canguru, a Declaração Universal de Direitos para o Bebê Prematuro é formada de 12 artigos que buscam fazer uma leitura ampliada do bebê nascido prematuramente, afirmando a necessidade de um apoio social à essa grave intercorrência que segundo dados da OMS acomete mais de 13 milhões de nascimentos por ano.
O seu lançamento revelou grande aceitação por parte dos profissionais e uma unissonoridade em relação a esses direitos humanos inegociáveis aplicados ao nascimento prematuro.
São 12 artigos que passam pelo nascimento respeitoso, chegam ao aleitamento materno passando pela tecnologia respeitosa com o equilíbrio do bebê e tocam a família e a importância de seu envolvimento nesse cuidado.
Ao perceber a necessidade de aprofundamento de cada um desses 12 artigos, convidamos profissionais das mais diversas áreas da atividade do cuidado e pais prematuros que ofereceram sua contribuição em forma de relatos, possibilitando uma experimentação da vivencia prematura o mais ampliada possível, do cuidador ao entorno do ser que é cuidado, desopacificando a visão segmentar e meramente clinica, bioquímica e farmacológica com que aprendemos a lidar com a prematuridade.
Nasceu então a edição comentada.
12 artigos escritos em 19 linguas: português, inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, russo, árabe, hebraico, chinês, japonês, kikongo, um idioma índio brasileiro (macro-je, falado pela tribo carajá), indi, panjabi, tailandês, húngaro, dinamarquês e turco, permeados com fotos, desenhos, páginas coloridas delicadamente ilustradas, poemas, belíssimos comentários das mãos de mais de 40 colaboradores entre profissionais, gestores, especialistas em direito e comoventes depoimentos maternos, acondicionados em um volume impresso em em papel 90 g no formato  21x21cm, com dupla capa (supremo 250 g) ,num total de 188 páginas, esta é a Declaração Comentada.
Da Colômbia participa o Dr Hector Martinez, criador do Método Mãe Canguru. Da Argentina, a Presidente da APAPREM, Andrea Dolce. Amigos de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina... Tem-se a impressão de que o mundo inteiro se une em nome da causa prematura, da ampliação do cuidado, da valorização da presença materna, da contingencia, da gentileza, do respeito. 
Esperamos contribuir para o fortalecimento da consciência da necessidade de ampliação do envolvimento da família no cuidado com o bebe, da sensibilização do profissional para a leitura do bebê além de sua bioquímica e do cuidado para além da farmacologia.
Seja bem vindo a essa Declaração Comentada.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Relactação para aumentar o leite materno

É muito comum algumas nutrizes acharem que estão produzindo "pouco leite"... e continuam achando até que alguém prove o contrário. Contudo, mamães, não utilizem o sistema de nutricão suplementar (SNS - Relactador) indiscriminadamente, sem acompanhamento profissional, pois é preciso um planejamento com início e fim da intervenção. O método pode ser utilizado para facilitar o estabelecimento da produção e prolongar o aleitamento, mas não para deixar a dupla mãe e bebê "alienada" . Se não há hipogalactia, o relactador pode funcionar como uma mamadeira por conta do fluxo mais facilitado - o que favorece o desmame.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Método Canguru



Vantagens
·        aumenta o vinculo mãefilho
·         reduz o tempo de separação mãefilho
·         melhora a qualidade do desenvolvimento neurocomportamental e psicoafetivo do RN de baixo peso
·         estimula o aleitamento materno, permitindo maior freqüência, precocidade e duração
·        permite um controle térmico adequado
·        favorece a estimulação sensorial adequada do RN
·         contribui para a redução do risco de infecção hospitalar
·         reduz o estresse e a dor dos RN de baixo peso
·        propicia um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde
·         possibilita maior competência e confiança dos pais no manuseio do seu filho de baixo peso, inclusive apos a alta hospitalar
·        contribui para a otimização dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva e de Cuidados Intermediários devido a maior rotatividade de leitos.
Primeira etapa
Período que se inicia no pré natal da gestação de alto risco seguido da internação do RN na Unidade Neonatal. Nessa etapa, os procedimentos deverão seguir os seguintes cuidados especiais:
·        Acolher os pais e a família na Unidade Neonatal.
·        Esclarecer sobre as condições de saúde do RN e sobre os cuidados dispensados, sobre a equipe, as rotinas e o funcionamento da Unidade Neonatal.
·        Estimular o livre e precoce acesso dos pais a Unidade Neonatal, sem restrições de horário.
·        Propiciar sempre que possível o contato com o bebê.
·         Garantir que a primeira visita dos pais seja acompanhada pela equipe de profissionais.
·        Oferecer suporte para a amamentação.
·         Estimular a participação do pai em todas as atividades desenvolvidas na Unidade.
·        Assegurar a atuação dos pais e da família como importantes moduladores para o bem estar do bebê.
·         Comunicar aos pais as peculiaridades do seu bebê e demonstrar continuamente as suas competências.
·        Garantir a puérpera a permanência na unidade hospitalar pelo menos nos primeiros cinco dias, oferecendo o suporte assistencial necessário.
·         Diminuir os níveis de estímulos ambientais adversos da unidade neonatal, tais como odores, luzes e ruídos.
·         Adequar o cuidar de acordo com as necessidades individuais comunicadas pelo bebê.
·         Garantir ao bebê medidas de proteção do estresse e da dor.
·        Utilizar o posicionamento adequado do bebê, propiciando maior conforto, organização e melhor padrão de sono, favorecendo assim o desenvolvimento.
·        Assegurar a permanência da puerperal, durante a primeira etapa:
≫≫        Auxilio transporte, para a vinda diária a unidade pelos estados e/ou municípios.
≫≫        Refeições durante a permanência na unidade pelos estados e/ou municípios.
≫≫       Assento (cadeira) adequado para a permanência ao lado de seu bebê e espaço que permita o seu descanso.
≫≫      Atividades complementares que contribuam para melhor ambientação, desenvolvidas pela equipe e voluntários.

Segunda etapa
Na segunda etapa o bebê permanece de maneira continua com sua mãe e a posição canguru será realizada pelo maior tempo possível. Esse período funcionara como um “estagio” pré alta hospitalar.
2.1 São critérios de elegibilidade para a permanência nessa etapa:
2.1.1 Do bebê
- estabilidade clinica
- nutrição enteral plena (peito, sonda gástrica ou copo)
-  peso mínimo de 1.250g.
2.1.2 Da mãe
- desejo de participar, disponibilidade de tempo e de rede social de apoio
- consenso entre mãe, familiares e profissionais da saúde
- capacidade de reconhecer os sinais de estresse e as situações de risco do recém nascido
- conhecimento e habilidade para manejar o bebê em posição canguru.

2.2 Permitir o afastamento temporário da mãe de acordo com suas necessidades.
2.3 Acompanhar a evolução clínica e o ganho de peso diário.
2.4 Cada serviço deverá utilizar rotinas nutricionais de acordo com as evidências científicas atuais.
2.5 A utilização de medicações orais, intramusculares ou endovenosas intermitentes não contraindicam a permanência nessa etapa.
2.6 São critérios para a alta hospitalar com transferência para a 3ª etapa:
-  mãe segura, psicologicamente motivada, bem orientada e familiares conscientes quanto ao cuidado domiciliar do bebê
-  compromisso materno e familiar para a realização da posição pelo maior tempo possível
-  peso mínimo de 1.600g
-  sucção exclusiva ao peito ou, em situações especiais, mãe e família habilitados a realizar a complementação
-  assegurar acompanhamento ambulatorial ate o peso de 2.500g
-  a primeira consulta devera ser realizada ate 48 horas da alta e as demais no mínimo uma vez por semana
-  garantir atendimento na unidade hospitalar de origem, a qualquer momento, até a alta da terceira etapa.

Terceira etapa
Esta etapa se caracteriza pelo acompanhamento da criança e da família no ambulatório e/ou no domicilio ate atingir o peso de 2.500g, dando continuidade a abordagem biopsicossocial.
3.1 Ambulatório de acompanhamento
São atribuições do ambulatório de acompanhamento:
·         realizar exame físico completo da criança tomando como referencias básicas o grau de desenvolvimento, o ganho de peso, o comprimento e o perímetro cefálico, levando-se em conta a idade gestacional corrigida
·        avaliar o equilibrio psicoafetivo entre a criança e a família e oferecer o devido suporte
·         apoiar a manutenção de rede social de apoio
·        corrigir as situações de risco, como ganho inadequado de peso, sinais de refluxo, infecção e apneias
·        orientar e acompanhar tratamentos especializados
·        orientar esquema adequado de imunizações.
3.2 O seguimento ambulatorial deve apresentar as seguintes características:
- ser realizado por medico e/ou enfermeiro, que, de preferência, tenha acompanhado
o bebê e a família nas etapas anteriores
- o atendimento, quando necessário devera envolver outros membros da equipe
interdisciplinar
- ter agenda aberta, permitindo retorno não agendado, caso o bebê necessite
- o tempo de permanência em posição canguru será determinado individualmente
por cada díade
- apos o peso de 2.500g, o seguimento ambulatorial devera seguir as normas de
crescimento e desenvolvimento do Ministério da Saúde.
Fonte: Manual Técnico Método Canguru

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bomba elétrica para extrair o leite materno

É importante que saiba que o leite materno que seu bebê vai mamar é produzido graças à ação de, principalmente, dois hormônios: (1) a prolactina, a qual é responsável pela produção do leite materno e a (2) ocitocina a qual favorece a ejeção deste leite. Estes dois hormônios são liberados por uma glândula do cérebro sempre que as suas mamas são estimuladas pela sucção do bebê, de uma bomba ou pela ordenha manual e, sabendo disso, quanto mais seu bebê sugar a mama, mais leite materno será produzido. É uma relação de oferta-procura e, sendo assim, as mamadas devem acontecer em livre demanda - sempre que seu bebê quiser e pelo tempo que ele quiser. Isto porque o leite disponível para o seu bebê possui três fases distintas:
1ª fase – O leite é mais “aguado”, transparente e tem maior concentração de água para que possa saciar a sede de seu bebê.  
2ª fase – O leite começa a ter uma aparência mais esbranquiçada e há predominância de proteínas, necessárias para o desenvolvimento do organismo do bebê
3ª fase – O leite é mais “forte”, branco e há predominância de gordura, necessária para a saciedade e ganho de peso do bebê.
Sabendo disso, e lembrando que cada bebê tem seu próprio padrão de sucção, não há como garantir que ele tenha se beneficiado das três fases em apenas 15 minutos. Não controle as mamadas, caso contrário:
-     -  O bebê pode não ganhar peso de modo satisfatório;
2-   - O bebê pode desejar mamar com mais frequência – a cada 30 minutos, por exemplo;
3-    -  O bebê pode terminar a mamada e não se mostrar saciado;
4-    -  Há menos do que seis trocas de fraldas em 24 horas;
5-     - A coloração das fezes não acompanha os padrões de normalidade;
6-     - Pelo aumento da freqüência das mamadas as mamas podem ganhar algumas lesões, principalmente se a “pega” e o posicionamento estiverem inadequados;
7-     - O bebê parece sempre estar com fome e irritado – A pega pode não ser perfeita quando o bebê está estressado;
8-   - Por não esvaziar completamente as mamas, a produção de leite pode diminuir;
9-  -  Não esgotar as mamas favorece o aparecimento de problemas como ingurgitamento mamário e bloqueio de ductos;
10-   Outros problemas físicos e emocionais...
         Neste sentido mamãe, você vai sentir sua mama mais flácida quando o bebê estiver próximo de esgotá-la, diferente de quando o bebê começou a sucção. Mesmo que ele tenha parado de sugar, ofereça a outra mama e inicie a próxima mamada pela que ele sugou por último, para garantir que o bebê receba as três fases completas.
Esqueça o relógio, curta a amamentação, preste atenção na dinâmica entre você e seu bebê; estude as respostas de seu próprio corpo para os estímulos da sucção.

Utilizando a sua Bomba

As bombas para extrair leite materno devem ser utilizadas com muito critério e sob orientação profissional nas seguintes situações:
1-        Em caso de mamas ingurgitadas é possível utilizar a bomba para extrair “um pouco” de leite materno e deixar as aréolas mais macias antes de oferecer as mamas ao bebê;
2-       Quanto mais as mamas forem estimuladas, mais leite será produzido.  A Bomba pode ser utilizada após as mamadas para hiperestimular as mamas e favorecer a maior produção de leite materno. Consulte seu pediatra para receber orientações;
3-       Para garantir que as mamas sejam esgotadas após as mamadas e manter a produção de leite;
4-      Favorecer o prolongamento da prática de amamentação em situações onde a nutriz precisa retornar ao trabalho profissional;
5-      Armazenar o leite que será oferecido por outra pessoa caso seja necessário separar-se do bebê por um curto período;
6-      Mamães com produção excessiva de leite materno;
7-      Mamães doadoras de leite materno para Bancos de Leite Humano;
8-      Apoio às mamães de múltiplos bebês – Gêmeos, trigêmeos...
9-      Facilitar o processo de estabelecimento da produção de leite em mamães que se submeteram à mamoplastia redutora das mamas;
10-    Mamães que apresentam atraso na apojadura e dificuldade de colocar o bebê para sugar (demora na “descida do leite”);
11-      Ordenha do leite materno para bebês que permanecem hospitalizados;
12-     Mamães em processo de relactação e lactação induzida (amamentação adotiva);
13-     Mamães que possuem mamilos curtos, planos ou invertidos em situações onde o bebê apresenta dificuldades de realizar a “pega” adequada e extrair o leite disponível;
14-    Outras situações recomendadas por seu médico ou enfermeira .

Aproveite melhor os benefícios de sua bomba:


- Ordenhe um pouco de leite materno antes de posicionar a bomba e passe-o ao redor do mamilo e de toda a aréola;
- Aguarde um minuto e posicione a bomba, centralizando bem o mamilo e a aréola;
- Se você tiver mamilo muito longo faça uma pequena prega de modo a juntar parte da aréola com o mamilo;
- Se as suas mamas estiverem ingurgitadas faça compressas quentes por 10 minutos, seguido de massagem em movimentos circulares com as pontas dos dedos em toda a mama e utilize o dobro do tempo de estimulação, desligando e religando a sua bomba após o término do primeiro estímulo;
- Se os seus mamilos estiverem com lesões, adeque melhor a intensidade de modo que você não sinta dor e não agrave a condição;
- Ao terminar o uso da bomba, desligue o aparelho e utilize o dedo indicador para aliviar a pressão interna, de forma que a pele da aréola não seja esticada em demasia; Finalize passando o próprio leite ao redor da aréola e do mamilo, pois o leite materno contém substâncias protetoras, antibióticas e cicatrizantes.
Amamentar é uma prática inerente à natureza feminina e demanda muita motivação materna. Embora seja natural, o bebê precisa de um tempo para aprender a mamar com o “desempenho de um atleta” e você precisa deste mesmo tempo para aprender a amamentá-lo com prazer. É um relacionamento que se constrói ao longo do tempo, com amor e carinho, através de um trabalho em equipe: Você, seu (s) bebê (s) e as pessoas que estão em sua volta. As dificuldades podem aparecer, mas para todo problema há uma solução.
Um abraço carinhoso,

sábado, 13 de agosto de 2011

Meu leite secou!


Não raramente eu escuto essa frase e fico bastante intrigada .Para melhor compreender o porquê este processo acontece, precisamos adentrar um pouco mais nas questões fisiológicas que interferem com a síntese de prolactina – hormônio responsável pela produção de leite.  

A prolactina é um hormônio secretado pelos lactotrofos, células especializadas de uma glândula no cérebro. Obviamente, o perfeito funcionamento de nosso corpo sofre influência de experiências emocionais e outras condições físicas, como doenças de base, doenças agudas, etc. Na gestação os níveis de prolactina aumentam em torno de 10 a 20 vezes a mais ( a fim de preparar as mamas para a amamentação) do que o normal, cai drásticamente durante o parto e volta a subir no puerpério, normalizando-se nas próximas 5 semanas. Mas o que pode diminuir a síntese de prolactina no período de lactação?
- Elevação dos níveis de dopamina - Dopamina elevada demais – baixa na síntese e liberação de prolactina. A Dopamina é uma droga vasoativa com efeito dilatador, precursora natural da adrenalina e noradrenalina, os quais são estimulantes do sistema nervoso central. Em doses elevadas promovem vasoconstrição renal . As vias dopaminérgicas são:
Vias mesolímbicas – Dopamina está relacionada ao pensamento, tanto que se aumentarmos a dose de dopamina o individuo tem manias, se diminuirmos a dose ele tem depressão. A esquizofrenia é o excesso de dopamina.
Via Nigro- estriatal – Dopamina estabiliza os movimentos – Parkinson é escassez de dopa
Via Túber-Infundibular – Dopamina na hipófise inibe a prolactina.
Via Meso-cortical – Dopamina atua no apetite
- GABA – Principal neurotransmissor inibidor do sistema nervoso central . Inibe muito menos do que a dopamina.

E o que pode aumentar os níveis de prolactina?

- Serotonina – Fazer coisas que você gosta (que lhe dê prazer), atividade física, leitura, descanso, uma boa conversa animada, alimentos (banana, abacate, mel, nozes, tofu, canela, gérmen de trigo...). Entenda que os alimentos não aumentam a produção de leite, mas favorece a liberação de serotonina, que por sua vez pode favorecer a síntese de prolactina.
Principalmente – AMAMENTAR EM LIVRE DEMANDA!!
Trocando em miúdos: Quando a mãe tem dificuldade para lidar com eventos estressores corriqueiros (coping), ou vive um grande evento estressor, a concentração sanguínea de dopamina e adrenalina se elevam de tal maneira que bloqueia a liberação de prolactina, o que pode diminuir a produção de leite materno para o bebê. Contudo, a medida que a mãe se acalma, os batimentos cardíacos retomam o ritmo, a pressão sanguinea se normaliza, a prolactina vai sendo liberada com cada mamada do bebê. Se sentir que a produção de leite diminuiu, relaxe, respire  fundo, tente afastar-se do que estar lhe causando estresse, pense que seu bebê precisa de seu leite, descanse, se alimente bem, controle a ansiedade, tome muita água e reserve pelo menos 48 horas para praticar o contato pele a pele com seu bebê. Peça ajuda dos familiares para que você consiga se disponibilizar por completo para amamentá-lo. Faça sling, durma com o bebê SIM, dê o maior amor que você tem... O resultado logo aparecerá : O leite voltará com força e muito rapidamente. Acredite!  

Outras condições que podem diminuir a produção de leite (mas não de uma hora para outra):

- Pega e posicionamento incorretos;
- Hipotireoidismo na mãe;
- Introdução de fórmulas infantis e mamadeiras – Confusão de bico e preferência de fluxo;
- Medicações agonistas dopaminérgicas;
- Bebê que dorme muito durante as mamadas;
- Pular mamadas
- Intervalo muito grande entre as mamadas
- Utilização de conchas durante a noite;
- Uso de sutiã muito apertado;
- Não esgotamento das mamas;
- Fadiga materna;
- entre outras....
Então mamães, fiquem atentas a estas condições e não deixem que nada atrapalhe a prática de amamentação. Lembre-se de que você é a única fonte de suprimento nutricional e emocional de que seu bebê precisa nos primeiros meses de vida.
Um grande beijo,
Fonte: Medcenter